<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" >

<channel>
	<title>Campanha contra os Incineradores de lixo</title>
	<atom:link href="http://www.incineradornao.net/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.incineradornao.net</link>
	<description>A sociedade organizada contra a queima dos resíduos</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 May 2013 13:56:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Estudo demonstra superioridade da reciclagem sobre a incineração</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/05/estudo-demonstra-superioridade-da-reciclagem-sobre-a-incineracao/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/05/estudo-demonstra-superioridade-da-reciclagem-sobre-a-incineracao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 May 2013 13:52:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=545</guid>
		<description><![CDATA[A Climate Works Foundation e o Instituto Via Pública, com apoio da I&#38;T e da NRG, desenvolveram, a pedido do Ministério do Meio Ambiente, um Estudo Comparativo das Rotas Tecnológicas...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="parent-fieldname-text">
<p><a href="http://www.incineradornao.net/wp-content/uploads/2013/05/Estudo_SHOW.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-546" alt="Estudo_SHOW" src="http://www.incineradornao.net/wp-content/uploads/2013/05/Estudo_SHOW.jpg" width="380" height="197" /></a></p>
<p>A <i>Climate Works Foundation </i>e o Instituto Via Pública, com apoio da I&amp;T e da NRG, desenvolveram, a pedido do Ministério do Meio Ambiente, um Estudo Comparativo das Rotas Tecnológicas para Tratamento de RSU (resíduos sólidos urbano), comparando a Incineração <i>Mass Burn</i> e a Biodigestão Anaeróbia (TMB) com dados e nas condições brasileiras.</p>
<p>“A conclusão do estudo é da inequívoca superioridade da rota da reciclagem sobre a incineração. Sabíamos disso, mas agora temos no papel, preto no branco” comentou Dan Moche, da Comissão Técnica da Coalizão Nacional contra a Incineração de lixo em Defesa da Coleta Seletiva.</p>
<p><b><a href="http://www.mncr.org.br/BIODIGESTOeINCINERAO.pdf" target="_blank">Baixe o estudo na integra</a></b></p>
<p>O trabalho conta com as parcerias do especialista em resíduos sólidos Tarcísio de Paula Pinto e do especialista em geração de energia Roberto Kishinami, respectivamente vinculados às empresas I&amp;TSP – Gestão de Resíduos e NRG – Serviços de Energia, e também tem apoio de consultores internacionais.</p>
<p>São tomados como base os dados sobre resíduos sólidos de cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes, nas quais vem sendo observado o histórico de geração lixo e análise gravimétrica – trata da composição e projeção do volume de resíduos sólidos a ser produzido nessas cidades até 2030.</p>
<p>A incineração é um processo de destruição térmica de qualquer resíduo sob alta temperatura. Geralmente é voltada para resíduos que necessitam de completa destruição. Mas também é empregada em muitos países para redução de todos os resíduos sólidos, com exceção do ferro e do vidro.<br />
A partir do processo de queima é possível gerar energia. Os rejeitos da queima são enviados para aterros sanitários especiais (de classe 1, de acordo com a norma ABNT 10.004/04 ¬sobre “Resíduos Sólidos – Classificação”).</p>
<p>A biodigestão transforma material orgânico em biogás, que é utilizado na geração de energia. São utilizados no processo basicamente resíduos úmidos (restos de alimentos e poda de árvores), que equivalem a cerca de 50 ou 60% do lixo depositado nos aterros municipais. Para o funcionamento da biodigestão é preciso separar os resíduos secos (plásticos, metais, vidros, papéis, etc.), que por meio da reciclagem podem ser reintroduzidos no ciclo produtivo.</p>
<p>Acerca das duas tecnologias são estas algumas das questões analisadas: balanço energético, poder calorífero, custos de implantação, produção de receitas, entre outras.</p>
<p>Junto com o quadro comparativo operacional pretende-se fornecer indicadores de impacto social, urbano e sobre o meio ambiente para que os gestores municipais possam considerar vários aspectos no momento da tomada de decisão sobre qual a melhor alternativa a ser adotada.</p>
<p><b>ClimateWorks apoia políticas públicas para evitar alterações climáticas </b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <a href="http://www.climateworks.org/" target="_blank">Fundação ClimateWorks</a> oferece suporte a políticas públicas com ações que possam evitar alterações climáticas e a redução dos gases que causam o efeito estufa.</p>
<p>Os fundos da ClimateWorks são destinados a uma rede internacional de instituições com foco nas regiões e setores considerados pela fundação como responsáveis pela maioria das emissões de gases de efeito estufa.</p>
<p>Nas regiões onde atua a fundação estão incluídos: China, Índia, países europeus, Estados Unidos, México, Brasil e Indonésia. Entre os setores considerados responsáveis por emissões estão incluídos os de alimentação, transporte, edifícios, eletrodomésticos, uso da terra e indústria em geral.</p>
<p>Segundo a instituição são investidos em vários países mais de U$$ 150 milhões em iniciativas que contribuam para o meio ambiente, tais como a redução de aterros sanitários e a produção de energia sustentável.</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/05/estudo-demonstra-superioridade-da-reciclagem-sobre-a-incineracao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Catadores mineiros marcham contra incineração de lixo</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/05/catadores-mineiros-marcham-contra-incineracao-de-lixo/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/05/catadores-mineiros-marcham-contra-incineracao-de-lixo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 13:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=549</guid>
		<description><![CDATA[A capital mineira teve uma manhã diferente no último dia 6 de maio. As cores das bandeiras, camisetas e balões de ar faziam contraste com o triste cinza das ruas...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="parent-fieldname-text">
<p>A capital mineira teve uma manhã diferente no último dia 6 de maio. As cores das bandeiras, camisetas e balões de ar faziam contraste com o triste cinza das ruas e do trânsito habitual. Faixas identificavam o motivo de cerca de duas mil pessoas estarem nas ruas naquele dia. “Marcha pela coleta seletiva com inclusão dos catadores”, “não à incineração” e “Deus recicla, o diabo incinera” eram os principais dizeres estampados pelos manifestantes majoritariamente catadores de materiais recicláveis de todas as regiões do estado de Minas Gerais.</p>
<p>A marcha iniciada no Centro de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores tinha como destino a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais onde aconteceria uma Audiência Pública sobre Parceria Público-Privada (PPP) que destina a gestão dos resíduos sólidos à iniciativa privada. A proposta é polêmica porque deixa em aberto para que as empresas escolham qual tecnologia usar na destinação final dos resíduos sólidos. A tendência é que elas optem pela incineração dos resíduos por ser mais lucrativa, uma vez que quanto menos resíduos elas dispõem em aterros sanitários, maior é o pagamento efetuado pelo poder público.</p>
<p><img class="alignleft" alt="" src="http://www.mncr.org.br/imagens/2013/946925_4149010502229_1793123286_n.jpg/image_medio" width="320" height="240" />O temor dos catadores é que a PPP ameace a política de incentivo à coleta seletiva solidária feita pelo trabalho das cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. A incineração de resíduos é uma tecnologia que compete com a reciclagem, pois necessita da queima de resíduos com maior poder calorífico (papel e plástico) para conseguir gerar energia sem a necessidade de adição de combustível. No entanto, há também uma consciência do risco ambiental e à saúde humana acarretado pela adoção da incineração, seja pela necessidade de maior extração de matérias-primas virgens, seja pela emissão de gases potencialmente cancerígenos, como as dioxinas e furanos.</p>
<p>Na Assembleia Legislativa, especialistas da área de resíduos, catadores e promotores públicos confrontaram-se com os representantes do governo estadual em relação aos riscos da incineração ser adotada no estado. Ao final dos debates, a Secretaria de Estado de Gestão Metropolitana se comprometeu a adotar medidas que impeçam a adoção da incineração como tecnologia de destinação final dos resíduos. Outra conquista foi a de que será apresentado Projeto de Lei proibindo a incineração como destinação final de resíduos sólidos em toda Minas Gerais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://www.mncr.org.br/imagens/2013/397773_4149017182396_1515969440_n.jpg/image_preview" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://www.mncr.org.br/imagens/2013/284151_4149010782236_1105883528_n.jpg/image_preview" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://www.mncr.org.br/imagens/2013/247596_4149035702859_2084667407_n.jpg/image_preview" /></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/05/catadores-mineiros-marcham-contra-incineracao-de-lixo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PROMOTORES SE UNEM CONTRA A INCINERAÇÃO EM TODO O PAÍS</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/04/promotores-se-unem-contra-a-incineracao-em-todo-o-pais/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/04/promotores-se-unem-contra-a-incineracao-em-todo-o-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 15:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=540</guid>
		<description><![CDATA[Já nas primeiras horas do XIII Congresso Brasileiro do Ministério Público do Meio Ambiente, que acontece em Vitória (ES), procuradores e promotores de todo o Brasil anunciaram que a partir...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Já nas primeiras horas do XIII Congresso Brasileiro do Ministério Público do Meio Ambiente, que acontece em Vitória (ES), procuradores e promotores de todo o Brasil anunciaram que a partir de hoje se posicionarão completamente contra a incineração de lixo. A pauta foi levantada na reunião do Conselho de Coordenadores dos Centros de Apoio de Meio Ambiente (Concauma) e a decisão foi unânime entre representantes dos 23 estados brasileiros presentes.</div>
<div style="text-align: justify;">De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), o promotor de Justiça do Maranhão Fernando Barreto Júnior, o próximo passo será o questionamento de todos os empreendimentos que busquem este tipo de destinação final para o lixo. Barreto também afirma que a incineração está na contramão da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).</div>
<div style="text-align: justify;">“É um ato poluente e não poderá ser usado pelos municípios como uma das alternativas na tentativa de erradicação dos lixões. Sabemos que muitas prefeituras ainda não estão trabalhando como deveriam para cumprir a Lei, que entre outros pontos, determina a recuperação das áreas degradadas pelos lixões até agosto de 2014. Não vamos permitir que soluções aparentemente fáceis, mas de alto impacto ambiental, sejam um atalho”, ressalta Barreto.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div><strong>Congresso</strong></div>
<div>Promovido pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), a décima terceira edição do Congresso Brasileiro do Ministério Público do Meio Ambiente tem como tema “Ministério Público e Direitos Fundamentais – Governança Ambiental e Sustentabilidade.”</div>
<div>Trata-se do mais importante fórum de discussões do Ministério Público brasileiro voltado à defesa e conservação do meio ambiente, motivo pelo qual foram convidados renomados juristas e defensores da causa ambiental para discorrer sobre suas experiências no âmbito do direito e unificar a atuação do MP nos temas debatidos.</div>
<p>&nbsp;</p>
<div><strong>Serviço:</strong></div>
<div>XIII Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente.</div>
<div>Local: Sheraton Vitoria Hotel.</div>
<div>Data: 17 a 19 de abril.</div>
<div>Organização: Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA).</div>
<p>http://www.abrampa.org.br/noticias_listar.php?idNoticia=4619</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/04/promotores-se-unem-contra-a-incineracao-em-todo-o-pais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>QUEIMA DO LIXO A GALOPE, APESAR DA LÓGICA DA LEI</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/04/queima-do-lixo-a-galope-apesar-da-logica-da-lei/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/04/queima-do-lixo-a-galope-apesar-da-logica-da-lei/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 14:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[barueri]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=538</guid>
		<description><![CDATA[por Washington Novaes Vai e volta sem chegar a consenso a discussão sobre o destino do lixo, dos resíduos sólidos e orgânicos, tantos são os interesses envolvidos. Neste momento, o...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>por Washington Novaes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vai e volta sem chegar a consenso a discussão sobre o destino do lixo, dos resíduos sólidos e orgânicos, tantos são os interesses envolvidos. Neste momento, o centro do debate está em torno da decisão ou intenção de alguns municípios paulistas, principalmente da Região Metropolitana de São Paulo – Mogi das Cruzes, Barueri, São Bernardo do Campo -, de partir para projetos de incineração de resíduos.</p>
<p style="text-align: justify;">Barueri, por exemplo, que hoje leva seu lixo para 30 quilômetros de distância, vai aplicar R$ 160 milhões na instalação de uma usina que incinerará, a uma temperatura de 800 graus, 90% dos resíduos, a um custo de R$ 44,6 milhões anuais (Folha de S.Paulo, 6/4). Mogi das Cruzes e outros cinco municípios terão um projeto conjunto para incinerar 500 toneladas diárias. O Conselho do Instituto Pólis, por exemplo, já condenou o projeto, não só por causa dos riscos da incineração (emissão de dioxinas e furanos, cancerígenos, dependendo da temperatura), como pelos prejuízos para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O tema foi um dos discutidos em recente reunião promovida pelo Instituto Ethos, na qual empresas eram convidadas a assinar uma carta de compromisso sobre “gestão sustentável de resíduos sólidos”. Nesta, a intenção é seguir as prioridades da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada pelo Congresso Nacional – não gerar resíduos, reduzi-los, reutilizá-los, reciclá-los, dar prioridade na política a cooperativas de catadores. Infelizmente, o Senado, na última hora, suprimiu o dispositivo que colocava a incineração como alternativa a ser considerada apenas se as outras não fossem viáveis. E mandou o texto para a sanção presidencial – o que ocorreu ainda na gestão Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">É um problema brasileiro grave, pois estão sendo geradas mais de 230 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial (fora entulhos e outros tipos de resíduos), mais de 1,2 quilo por pessoa/dia, das quais 62 milhões de toneladas anuais de resíduos sólidos; 89% desse volume é coletado e mais de 40% vai para 3.369 lixões, segundo o IBGE. Agora, o Movimento Nacional dos Catadores protesta “veementemente” contra a intenção de Porto Alegre, onde a prefeitura avalia dez projetos para uma central de tratamento de resíduos, que terá como uma das possibilidades a incineração de 1,8 mil toneladas diárias, hoje levadas diariamente em 20 caminhões para um aterro a 120 quilômetros de distância. A cidade paranaense de Maringá também ameaçou tomar esse caminho, mas a oposição foi mais forte.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da oposição, a tendência à incineração cresce, pois as principais cidades brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Porto Alegre, Curitiba – estão com seus aterros esgotados. E a coleta e o transporte de resíduos custa às prefeituras entre R$ 30 e R$ 120 por tonelada – o quer significa alguns bilhões de reais por ano. Pode ser até mais, se chegarmos à situação de Nova York (EUA), que passou a levar seu lixo em caminhões para mais de 500 quilômetros de distância, ou de Toronto (Canadá), com um comboio ferroviário levando todos os dias mais de 3 mil toneladas para mais de mil quilômetros de distância.</p>
<p style="text-align: justify;">A reciclagem no Brasil, em usinas, é quase ridícula: menos de 2% do lixo. E nossa situação só não é mais grave graças ao trabalho heroico de 1 milhão de catadores que levam os resíduos sólidos para empresas que os reciclam – mais de 90% das latas de alumínio, mais de 40% do papel, do papelão e do vidro, em torno de 50% do PET. Mas a situação pode piorar se for aprovado (a decisão está pendente na Justiça) que bebidas alcoólicas e refrigerantes poderão ser envasados em PET.</p>
<p style="text-align: justify;">A legislação aprovada pelo Congresso estabelece que os lixões terão de ser desativados até o fim do ano que vem. E que todos os municípios deverão promover a coleta seletiva e a reciclagem. Só que o prazo para a apresentação de projetos que poderão receber recursos públicos já se esgotou e menos de 10% deles os fizeram. Também a logística reversa – com o retorno de resíduos às empresas geradoras – é teoricamente obrigatória (só os sacos plásticos, no mundo, são 1 milhão por segundo, 500 bilhões por ano). Uma boa alternativa foi aberta pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), ao permitir consórcios intermunicipais em aterros para até 20 toneladas diárias – o que abrange 80% dos municípios com até 30 mil habitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se retorna à proposta de incineração, não se pode esquecer estudo da Unesp de Sorocaba que mostrou o desperdício de recursos que esse caminho (e outros) envolve, ao analisar o conteúdo das 135 toneladas diárias de resíduos levadas ao aterro da cidade de Indaiatuba: 91% deles eram reaproveitáveis ou poderiam ser compostados (transformados em fertilizantes) e/ou reciclados. E ainda economizando espaços no aterro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a pressão em favor da incineração é muito forte. Praticamente todas as grandes empreiteiras têm hoje empresas nessa área (e na coleta do lixo em todo o País), com influência muito forte nas políticas públicas, pois são as maiores contribuintes para campanhas eleitorais. Recife já adotou esse caminho, Brasília vai para o mesmo rumo, o Rio poderá segui-lo. E é um caminho praticamente irreversível, como mostram vários países europeus: apesar da oposição que enfrentam, será preciso produzir lixo até a eternidade para movimentar as usinas (que geram energia), a preços altíssimos.</p>
<p style="text-align: justify;">É mais um desses temas em que grande parte da sociedade se mostra indignada com a falta de soluções. Mas até aqui se mostrou também contrária à solução que se tem mostrado mais eficaz em muitos lugares no mundo: criar uma taxa para todos os geradores de lixo, proporcional ao volume que produzam, com a receita financiando as boas soluções. A Alemanha, por exemplo, em alguns anos reduziu em até 15% seu lixo domiciliar e comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">Washington Novaes é Jornalista</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/04/queima-do-lixo-a-galope-apesar-da-logica-da-lei/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Impactos negativos da incineração (PARECER TÉCNICO)</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/04/impactos-negativos-da-incineracao-parecer-tecnico/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/04/impactos-negativos-da-incineracao-parecer-tecnico/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 17:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[material]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[incineração]]></category>
		<category><![CDATA[lixo]]></category>
		<category><![CDATA[parecer técnico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=533</guid>
		<description><![CDATA[DADOS DA PARECERISTA: A parecerista é graduada em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (CREA/MS n. 8578/D), com Mestrado e Doutorado em Química pela mesma Universidade...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>DADOS DA PARECERISTA: A parecerista é graduada em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (CREA/MS n. 8578/D), com Mestrado e Doutorado em Química pela mesma Universidade e Pós-Doutorados em Química pelo Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP e pela Universitá Cattolica del Sacro Cuore (Roma, Itália). É professora do Curso de Graduação em Engenharia Ambiental e do Curso de Mestrado em Tecnologias Ambientais da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS, onde ministra as disciplinas de Química e de Poluição Atmosférica. Possui diversas obras e artigos científicos publicados no Brasil e no Exterior, nas áreas de Química e Meio Ambiente, exercendo consultoria técnica nas áreas de Saúde e Meio Ambiente para o Ministérios Públicos Federal e Estadual do estado de Mato Grosso do Sul e outros estados da federação. Seu curriculum vitae pode ser consultado no portal da intenet lattes.cnpq.br</p>
<p><iframe style="border: 1px solid #CCC; border-width: 1px 1px 0; margin-bottom: 5px;" src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/2825218" height="800" width="600" allowfullscreen="" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<div style="margin-bottom: 5px;"><strong> <a title="Incineracao Parecer" href="http://www.slideshare.net/ECOTV/incineracao-parecer" target="_blank">Incineracao Parecer</a> </strong> from <strong><a href="http://www.slideshare.net/ECOTV" target="_blank">Ecotv Strallos</a></strong></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/04/impactos-negativos-da-incineracao-parecer-tecnico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Incineração: saída para lixo ou risco iminente?</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/04/incineracao-saida-para-lixo-ou-risco-iminente/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/04/incineracao-saida-para-lixo-ou-risco-iminente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 17:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[incineração]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=527</guid>
		<description><![CDATA[LILIAN MILENA Da Redação &#8211; Agência Dinheiro Vivo A queima do lixo, reduzindo em cinzas o montante de rejeitos, com produção de energia termelétrica, é proposta atraente às políticas de...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small;"><a href="http://www.incineradornao.net/wp-content/uploads/2012/10/cemex-pollution.jpg"><img class=" wp-image-512 alignright" alt="cemex-pollution" src="http://www.incineradornao.net/wp-content/uploads/2012/10/cemex-pollution.jpg" width="213" height="236" /></a>LILIAN MILENA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: small;">Da Redação &#8211; Agência Dinheiro Vivo</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">A queima do lixo, reduzindo em cinzas o montante de rejeitos, com produção de energia termelétrica, é proposta atraente às políticas de gestão de resíduos sólidos. As prefeituras de Recife e Belo Horizonte, estudam a implantação desses sistemas. Entretanto, compostos tóxicos, que podem ser formados durante o processo de queima do lixo, colocam em risco a viabilidade ambiental de incineradores.</span><br />
<span style="font-size: small;">A cidade de Curitiba, por exemplo, entregou recentemente um plano integrado com medidas para reciclagem, compostagem e biodigestão dos gases produzidos na decomposição do lixo, excluindo o projeto de incineração, por considerá-lo arriscado.</span><br />
<span style="font-size: small;">Europa, Estados Unidos e Japão contam atualmente com cerca de 600 incineradores vinculados à produção de energia elétrica. Enquanto que, no Brasil, a atividade é predominantemente realizada para atender o tratamento de resíduos especiais em aeroportos, hospitais, indústrias e agroindústrias, que lidam com materiais perigosos. São equipamentos de pequeno porte com capacidade inferior a 100 quilos por hora.</span><br />
<span style="font-size: small;">Ricardo Menezes, um dos autores do trabalho “Estágio atual da incineração no Brasil”, e engenheiro mecânico da Kompac, empresa especializada em equipamentos de incineração, explica que, historicamente, a implantação desses sistemas em municípios brasileiros foi sucedida pela falta de manutenção adequada e necessária para atender às exigências ambientais, resultando na desativação e demolição dos poucos que chegaram a funcionar. A exemplo do primeiro incinerador municipal do país, construído em 1896, em Manaus, e que em 1958 foi desativado por problemas de manutenção.</span><br />
<span style="font-size: small;">Menezes afirma que, desde os anos 1980, o setor têm se aprimorado no país e hoje o risco a saúde humana é reduzido. Em contrapartida, Sonia Hess, engenheira química e consultora técnica nas áreas de Saúde e Meio Ambiente dos ministérios público federal e de diversos estados do país, acredita que a incineração deva ser a última opção de tratamento do lixo urbano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong>Formação de toxinas<br />
</strong>Hess lembra que não é possível controlar a composição de resíduos urbanos que chegam aos aterros sanitários. Logo, encaminhar esse montante à incineração, mesmo após a separação de recicláveis, é arriscado. O lixo que as cidades produzem é uma mistura de resíduos orgânicos, químicos e industrializados. Esses dois últimos, podem conter metais pesados ou substâncias que, a altas temperaturas, se recombinam, transformando-se em dioxinas e furanos, que, numa concentração elevada, são responsáveis pela formação de cânceres, má-formação congênita, infertilidade, problemas sexuais, entre outros.</span><br />
<span style="font-size: small;">A formação de dioxinas e furanos ocorre a uma temperatura entre 400 e 600 graus centígrados. Os incineradores modernos operam acima de 900 graus centígrados. Em contrapartida, após a queima, os resíduos gasosos devem sofrer um choque de temperatura passando a medidas abaixo de 200 graus centígrados, para evitar a formação dos compostos tóxicos durante o resfriamento desses efluentes.</span><br />
<span style="font-size: small;">Entretanto, se o sistema de incineração sofrer o choque de temperatura o gás não poderá ser utilizado na produção de energia elétrica, por exemplo. Para produção energética, o gás deve sair da câmara de combustão passando por tubulações com saída para caldeiras, ar condicionado, ou gerador, onde o potencial de energia pode ser utilizado. A preocupação de ambientalistas é que, durante esse percurso, a temperatura do gás caia de 900 graus centígrados para os níveis que resultam na formação de furanos e dioxinas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong>Tecnologia de incineradores avança</strong><br />
Desde 2004, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), ligada à Secretaria de Meio Ambiente, estuda sistemas de tratamento térmico de resíduos em países desenvolvidos. Aruntho Neto, engenheiro e técnico da Companhia, conta que acordos foram realizados com o governo do estado da Baviera, na Alemanha, região onde estudos em tratamento de resíduos seriam os mais avançados do mundo.</span><br />
<span style="font-size: small;">O pesquisador revela que usinas funcionam em segurança dentro de cidades como Viena (na Áustria), Mônaco, Paris e Monique (na Alemanha). “A conclusão é que os sistemas de tratamento térmico são hoje os mais avançados e modernos para tratamento de resíduos em grandes volumes. Além da emissão controlada, você ainda consegue diminuir o volume de início em até 90%. E com o calor, você consegue energia elétrica ou vapor para uso industrial”, completa.</span><br />
<span style="font-size: small;">Luciano Basto, matemático com doutorado em Planejamento Energético com Ênfase ambiental, e pesquisador da COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca que nenhuma forma de geração de energia e tratamento térmico do lixo consegue ser “totalmente segura”, mas considera que os sistemas de incineração atuais, para produção energética, conseguiram reduzir os riscos de emissão de matéria tóxica a níveis aceitáveis pelas instituições de controle ambiental.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Para o pesquisador, é preciso avaliar a implantação desses equipamentos como parte de um conjunto de atividades de gerenciamento de resíduos, que inclui reciclagem e compostagem. Basto avalia que o tratamento térmico, além de eliminar parte importante do lixo urbano é saída viável para gestão de resíduos em cidades, com baixo impacto ambiental, se bem gerenciado.</span><br />
<span style="font-size: small;">Em 2003, a Agência de Proteção Ambiental (EPA), dos Estados Unidos, apresentou dados das principais fontes de dioxinas fazendo comparação com o final da década de 1980. &#8220;Apesar da quantidade tratada ter sido mantida no mesmo patamar de 30 milhões de toneladas anuais, houve uma redução de 86,5% nas emissões dos incineradores entre 1987 e 2002. Enquanto somavam 8.877 toneladas equivalentes de toxicidade, o que representava 63,5% dos poluentes emitidos, passaram a somar 12 toneladas equivalente de toxicidade, representando 1,09% dos poluentes emitidos&#8221;, explica Basto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Já a queima de materiais a céu aberto, sem captação e tratamento de gases, aumentou sua participação de 4,3% (604 toneladas de toxinas) para 57,14% (628 toneladas de toxinas), em 14 anos. Outras atividades que preocupam a EPA são: fundição de metais (3,18%), decomposição de resíduos de esgoto em aterros (6,92%), emissão de diesel de automóveis (3,18%), queima de madeira em residências (5,64%) e usinas a carvão (5,64%).</span><br />
<span style="font-size: small;">Milton Nogueira da Silva, ex-secretário executivo do Fórum Mineiro de Mudanças Climáticas Globais, e atual consultor internacional do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-MG), destaca que as atividades que mais emitem dioxinas no Brasil são sinterização (ou tratamento térmico) do minério de ferro para produção de aço, incineração de material hospitalar e deterioração de produtos químicos agrícolas, em especial, embalagens de agrotóxicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong>País não tem inventário de emissões</strong><br />
O Brasil ainda não tem um inventário das fontes de emissão de dioxinas, furanos e dos demais poluentes orgânicos persistentes, os chamados POPs, para controle nacional. Nos dias 23, 24 e 25 de março, especialistas se reuniram na sede da CETESB para discutir um Plano Nacional de Implementação (NIP, na sigla em inglês). O objetivo é iniciar a produção de diagnósticos, capacitação de recursos humanos, estudos, prevenção e gestão de áreas contaminadas.</span><br />
<span style="font-size: small;">A proposta está dentro das metas da Convenção de Estocolmo para POPs, da Organização das Nações Unidas. Em 2009, a CETESB se tornou um dos 8 Centros Regionais da Convenção de Estocolmo, sendo responsável por sediar a rede de Grupo de Países da América Latina e Caribe (GRULAC).</span><br />
<span style="font-size: small;">A Convenção identificou 21 POPs que devem ser, por categoria, eliminados, restringidos, ou terem a emissão reduzida a níveis com baixo risco à saúde humana. Nos próximos dois anos, a CETESB deverá aumentar o fluxo de análises do ar, solo, água e sedimentos em locais estratégicos dos GRULAC para estabelecer um plano de eliminação e controle dos poluentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong>MMA reforça ressalvas</strong><br />
Sérgia Oliveira, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ), do Ministério do Meio Ambiente, órgão brasileiro responsável por fazer valer o Consenso de Estocolmo no país, entende que a incineração não deve ser a primeira e única opção para gerenciar o lixo urbano. Mas aprova o uso de sistemas de tratamento térmico como uma das soluções para os resíduos que não podem ser reciclados ou compostados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">“A Convenção de Estocolmo coloca que é preciso reduzir emissões de dioxinas e furanos. Então, se o incinerador não for bem gerenciado, essa produção irá ocorrer. Essa é nossa principal preocupação”, diz. “Mas sabemos, por outro lado, que se for utilizado [o tratamento térmico] com tecnologia totalmente adequada, tem sim sua vantagem, seu aspecto positivo”, completa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong>Compostagem</strong><br />
A consultora ambiental Hess, aponta que a proposta mais adequada para solucionar a gestão de resíduos urbanos é promover a compostagem. Estima-se que cerca de 60% do lixo urbano seja orgânico. O Brasil é um dos grandes importadores de adubo, logo, em vez de incinerar, poderia aproveitá-lo na produção de aditivos agrícolas. Para tanto, a docente propõe que os grandes geradores de resíduos orgânicos – supermercados, feiras e companhias de abastecimento de alimentos – separem esses materiais previamente.</span><br />
<span style="font-size: small;">O engenheiro Aruntho Neto ressalta que a compostagem não pode ser realizada em qualquer tipo de resíduo. Se a matéria orgânica contiver metais pesados, por exemplo, as toxinas poderão ser repassadas aos alimentos adubados. Assim como Hess, recomenda que os grandes produtores de matéria orgânica rejeitada separem devidamente seus resíduos para garantir um bom insumo.</span><br />
<span style="font-size: small;">O porta-voz da CETESB destaca, ainda, que os aterros também apresentam riscos ambientais com capacidade de emitir elementos tóxicos para o ar, mesmo que gerenciados e respeitando-se as leis ambientais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><strong>Consenso entre especialistas</strong><br />
Todos os entrevistados foram unânimes quanto a necessidade de aplicação do conceito dos 3 Rs na gestão do lixo urbano: Redução, Reutilização e Reciclagem. Entretanto, esse processo não pode ser aplicado a todo rejeito que indústrias, casas e cidades produzem diariamente.</span><br />
<span style="font-size: small;">Foi unânime também que a gestão mais adequada para resíduos sólidos urbanos conjuga várias atividades: reciclagem, compostagem, tratamento térmico de resíduos (para alguns) e disposição em aterro do material que não tem condição de retornar a cadeia de produção.</span><br />
<span style="font-size: small;">As cinzas que sobram do tratamento térmico, cerca de 10% da matéria original de resíduos, podem ser encaminhadas a aterros, ou utilizadas para recapeamento de ruas e estradas, sendo inertes, ou seja, isentas de microorganismos causadores de doenças, ou de toxinas.</span><br />
<span style="font-size: small;">O custo para implantação de uma usina de tratamento térmico do lixo é conveniente para um município a partir da queima de 500 toneladas/dia, segundo o engenheiro da Kompac, Ricardo Menezes. “Nessas condições, a venda de energia pode fazer com que o sistema seja competitivo frente aos aterros sanitários”, explica. Para se ter ideia, a cidade de São Paulo produz diariamente 15 mil toneladas de lixo.</span></p>
<p style="text-align: justify;">http://blogln.ning.com/profiles/blogs/incineracao-saida-para-lixo-ou</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/04/incineracao-saida-para-lixo-ou-risco-iminente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>San Diego está entre as dez capitais mais sustentáveis dos Estados Unidos</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/04/san-diego-esta-entre-as-dez-capitais-mais-sustentaveis-dos-estados-unidos/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/04/san-diego-esta-entre-as-dez-capitais-mais-sustentaveis-dos-estados-unidos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 14:25:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[globonews]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>
		<category><![CDATA[no-burn]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=524</guid>
		<description><![CDATA[O Brasil perde por ano cerca de R$ 8 bilhóes por deixar de reciclar resíduos que vão para aterros sanitários ou lixões. A informação é do próprio Ministério do Meio...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil perde por ano cerca de R$ 8 bilhóes por deixar de reciclar resíduos que vão para aterros sanitários ou lixões. A informação é do próprio Ministério do Meio Ambiente. Nos EUA, a reciclagem gera muitos benefícios e milhares de empregos.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OOy4cZnuTAE?rel=0" frameborder="0" width="640" height="480"></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/04/san-diego-esta-entre-as-dez-capitais-mais-sustentaveis-dos-estados-unidos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>São José desiste de adotar Incinerador de lixo</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2013/03/sao-jose-desiste-de-adotar-incinerador-de-lixo/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2013/03/sao-jose-desiste-de-adotar-incinerador-de-lixo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 17:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[termoeletrica]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Paraíba]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=520</guid>
		<description><![CDATA[Usina tida como modelo para gestão petista do ABC é reprovada por secretaria Xandu Alves São José dos Campos - Jornal O Vale A Prefeitura de São José desistiu de...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Usina tida como modelo para gestão petista do ABC é reprovada por secretaria</strong></p>
<p><strong>Xandu Alves</strong><br />
<em>São José dos Campos</em> -<strong> Jornal O Vale</strong></p>
<p>A Prefeitura de São José desistiu de implantar o projeto da URE (Unidade de Recuperação Energética) na cidade, que envolve processo de queima de lixo (termelétrica) para gerar energia.<br />
Orçado em R$ 200 milhões, a URE era considerada pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) a solução definitiva para o problema do lixo em São José. Instalado no bairro Torrão de Ouro, na zona sul, o atual aterro sanitário da cidade recebe 700 toneladas diárias de lixo e tem só mais 10 anos de vida útil.<br />
Em outubro de 2012, Cury ‘congelou’ a usina alegando falta de tempo para implantá-la.<br />
O projeto ficou em consulta pública até o final do ano, e deve permanecer na gaveta. O governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) não tem a intenção de construir a usina nos moldes da gestão tucana.<br />
“A solução de queima de resíduos é opção extrema, que precisa ser analisada com o máximo cuidado”, afirmou Andréa Bevilacqua, secretária de Meio Ambiente, por nota. “Exige que, antes, todas outras etapas de melhoria de eficiência tenham sido cumpridas.”<br />
Segundo ela, o governo vai estudar “tecnologias diferentes que ofereçam alternativas, inclusive para ampliar a sobrevida do aterro sanitário”. “Essa é uma área em que novas tecnologias evoluem rapidamente. A cidade precisa analisar as opções disponíveis”.</p>
<p><strong>ABC.</strong> A decisão é oposta a de outra prefeitura do PT, a de São Bernardo do Campo, que implantará uma URE com um sistema considerado modelo.<br />
Segundo o prefeito Luiz Marinho (PT), serão gastos até R$ 600 milhões para implantar um sistema de processamento e aproveitamento de resíduos, incluindo a URE, que entrará em operação até 2015.<br />
A meta é queimar lixo e gerar 30 MW/H de energia, suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes.<br />
Ex-secretário de Meio Ambiente de Cury, André Miragaia disse que, se a prefeitura desistir da URE, vai ter que encontrar uma alternativa, e rápido. “Senão, vai ser problema de planejamento.”</p>
<p>SAIBA MAIS</p>
<p><em><strong>termelétrica</strong></em><em><br />
<em>Elaborado no governo do ex-prefeito Eduardo Cury, a URE (Unidade de Recuperação Energética) prevê a geração de energia através da queima de lixo, em uma termelétrica</em></p>
<p><strong>gaveta</strong><br />
<em>O projeto acabou engavetado por Cury. O prefeito Carlinhos Almeida também não vai implantá-lo do jeito que está</em><br />
<strong><br />
<strong>tecnologias</strong></strong><br />
<em>O governo quer estudar novas tecnologias para o lixo, melhorar a eficiência da coleta e reciclagem e até ampliar a vida útil do aterro sanitário, de 10 anos</em></p>
<p><strong>modelo</strong><br />
<em>Em São Bernardo do Campo, também prefeitura do PT, a URE virou projeto modelo</em></em></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2013/03/sao-jose-desiste-de-adotar-incinerador-de-lixo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	<georss:point>-23.1790810 -45.8872490</georss:point>	</item>
		<item>
		<title>SEMINÁRIO: Incineração dos resíduos sólIdos  em Barueri, Santana de Parnaíba e Carapicuíba</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2012/12/seminario-incineracao-dos-residuos-solidos-em-barueri-santana-de-parnaiba-e-carapicuiba/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2012/12/seminario-incineracao-dos-residuos-solidos-em-barueri-santana-de-parnaiba-e-carapicuiba/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2012 14:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[barueri]]></category>
		<category><![CDATA[carapicuiba]]></category>
		<category><![CDATA[santana de parnaíba]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=515</guid>
		<description><![CDATA[Objetivo: debater os impactos da incineração na região de Barueri, Carapicuíba e santana de Parnaíba; ações de resistência ao empreendimento, o desenvolvimento da coleta seletiva e alternativas de gestão para a região....]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivo: debater os impactos da incineração na região de Barueri, Carapicuíba e santana de Parnaíba; ações de resistência ao empreendimento, o desenvolvimento da coleta seletiva e alternativas de gestão para a região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: large;">Em defesa da coleta seletiva e resistência à incineração faremos na Câmara Municipal de Carapicuiba um ato-debate na quinta-feira próxima, 13 de dezembro,  para o qual estão todos convidados (convite anexo)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: large;">O Brasil corre o risco de ver a incineração de resíduos se desenvolver como alternativa de gestão, apesar de onerosa e insustentável, difícil de ser justificada com os imperativos ecológicos e sociais do século XXI.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: large;">O aparente desaparecimento dos resíduos e sua transformação em energia elétrica pela incineração seduz as prefeituras. A grandeza dos valores econômicos tenta vendedores de equipamentos, operadores, bancos, &#8230;.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: large;">Nosso desafio é mostrar às prefeituras, investidores  e agentes financeiros que incinerar lixo no país pode não ser  um bom negócio. Não estamos dispostos a pagar <span style="font-size: large;">seus </span>custos econômicos, socias, ambientais e sanitários e sabemos que há mehores alternativas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: large;">A porteira dos incineradores está se abrindo em Barueri. O empreendimento está em fase de licenciamento. Onde passa boi passa boiada.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: large;">O povo de Maringá-Paraná já mostrou como se fecha a porteira e se faz um assado. Mobilização!  Tá chegando  nossa hora.<br />
</span></p>
<p id="yui_3_7_2_17_1354924513424_706"><span style="font-size: large;"> <img class="alignnone size-large wp-image-516" title="703554_229510020516057_1724829042_o" src="http://www.incineradornao.net/wp-content/uploads/2012/12/703554_229510020516057_1724829042_o-724x1024.jpg" alt="" width="620" height="876" /><br />
<strong>CONTRA A INCINERAÇÃO, PELA COLETA SELETIVA</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2012/12/seminario-incineracao-dos-residuos-solidos-em-barueri-santana-de-parnaiba-e-carapicuiba/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	<georss:point>-23.5192223 -46.8367386</georss:point>	</item>
		<item>
		<title>Comunidade organizada derrota cimenteira gigante no México</title>
		<link>http://www.incineradornao.net/2012/10/comunidade-organizada-derrota-cimenteira-gigante-no-mexico/</link>
		<comments>http://www.incineradornao.net/2012/10/comunidade-organizada-derrota-cimenteira-gigante-no-mexico/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2012 18:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.incineradornao.net/?p=511</guid>
		<description><![CDATA[“CEMEX não pode queimar mais resíduos no Estado de Hidalgo” México, 20 de setembro de 2012             Uma vitória histórica e única no mundo foi conseguida pela comunidade organizada de...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“CEMEX não pode queimar mais resíduos no Estado de Hidalgo”</strong></p>
<div align="center"></div>
<div align="center"></div>
<div align="right">México, 20 de setembro de 2012</div>
<div></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">          <a href="http://www.incineradornao.net/wp-content/uploads/2012/10/cemex-pollution.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-512" title="cemex-pollution" src="http://www.incineradornao.net/wp-content/uploads/2012/10/cemex-pollution-270x300.jpg" alt="" width="270" height="300" /></a>  Uma vitória histórica e única no mundo foi conseguida pela comunidade organizada de Huichapan no estado de Hidalgo, localizado no centro da República Mexicana. Após 6 meses de manifestações pacíficas e ações legais, a empresa Proambiente, uma subsidiária da Cimentos Mexicanos, CEMEX, foi obrigada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos naturais, a encerrar sua atividades industriais.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">            Esta planta era responsável por receber e processar uma grande parte das 12.000 toneladas de resíduos sólidos gerados diariamente na Cidade do México, para ser queimado como combustível alternativo em fornos da CEMEX, planta em Huichapan.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">            O envio dos resíduos para fornos de cimento foi uma das principais &#8220;soluções&#8221; impulsionada por um acordo com a CEMEX e o GDF (Governo do Distrito Federal) para o tratamento de resíduos da Cidade do México após o encerramento do aterro Bordo Poniente (o maior da América Latina), em dezembro de 2011. Estas atividades da CEMEX tem sido fortemente criticadas por seus impactos negativos sobre a saúde humana e o meio ambiente e, das emissões potenciais de metais pesados, dioxinas e furanos, e outros contaminantes.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">            Os habitantes da cidade de Huichapan, principalmente  as comunidades, de Maney,  Dongoteay e Zothe ao redor da planta da CEMEX, começaram a sentir os efeitos negativos sobre a saúde e os ecossistemas, quando esta começou a receber lixo vindo do Distrito Federal e a queimar indiscriminadamente. Então  os habitantes se organizaram no Movimento dos Cidadãos Unidos para o Meio Ambiente (CUMA), para resistir a esta falsa solução de um problema gerado em outras partes do país e de levantarem suas próprias alternativas para a gestão de resíduos.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">            A comunidade local tem sido constantemente apoiada pelo biólogo Jorge Tadeo Vargas, da Aliança Global para Alternativas à Incineração (GAIA), e a deputada Estadual Sandra Ordaz Oliver, presidente da Comissão de Saúde do Congresso  Estadual, os quais se comprometeram fazer cumprir a proibição da incineração de resíduos sólidos urbanos e resíduos perigosos no estado de Hidalgo e, promover uma lei de lixo zero para o Estado e seus municípios, incluindo opções mais sustentáveis, tais como, redução de resíduos e Separação na Fonte , reutilização, reciclagem e compostagem.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.incineradornao.net/2012/10/comunidade-organizada-derrota-cimenteira-gigante-no-mexico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
