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Não Queremos Termelétricas e a Queima do lixo
O que são Usinas Termelétricas?

Usinas termelétricas geram energia por meio da queima de combustíveis como gás natural, carvão, e até mesmo lixo.
Como toda combustão, essa atividade libera substâncias tóxicas no meio ambiente como um todo: no solo, nos rios, na atmosfera.
Cada usina termelétrica é responsável por despejar diariamente na atmosfera quantidades devastadoras de gases tóxicos e outros resíduos que causam efeito estufa, como dióxido de carbono, dióxido de enxofre, nitrogênio, metano, que causam o aumento do aquecimento global, contaminam o lençóis freáticos, rios, e produzem fenômenos como a chuva ácida.
Estudos realizados em países de primeiro mundo provam que a incidência de cânceres e de doenças respiratórias aumenta em proporções alarmantes entre as pessoas que vivem próximas a essas usinas.

Além disso, por gerar energia elétrica a partir do calor, toda usina termelétrica necessita de grandes quantidades de água para resfriar suas caldeiras.
Essa água é retirada de rios, grande parte dela se evapora, contribuindo para o assoreamento, e o restante é despejado de volta, a altas temperaturas, acompanhado de dejetos poluentes, o que causa desequilíbrio ecológico, mortandade de peixes, doenças na população ribeirinha.
Por essas razões, os países desenvolvidos e aqueles preocupados com o bem estar de seu povo e com o meio ambiente estão banindo esse modo de geração de energia de seus territórios, dando preferência à produção de energias limpas, como a eólica (dos ventos), a maremotriz (das marés) e a solar, e as empresas que não podem mais operar nesses países estão se mudando para explorar países mais pobres.

A matriz energética das usinas termelétricas, é, pois, eminentemente suja, poluente, e sua atividade é nociva à saúde, danosa ao meio ambiente, além de totalmente desnecessária, uma vez que o Brasil é abundante em fontes de energia limpa, que só não é explorada por ausência de incentivos governamentais.
Você já foi ouvido?
O Governo do Estado de São Paulo já anunciou, sem o necessário debate social, que irá construir várias usinas termelétricas no Estado, das quais 18 terão por base a queima de lixo, o que aumentará ainda mais o potencial poluente dessas usinas.
Contam os noticiários que as primeiras usinas serão construídas nas cidades de Santa Branca, São José dos Campos, Canas e Taubaté.
Se permitirmos, essas usinas captarão e aniquilarão as águas do já poluído e saturado Rio Paraíba. A pouca água remanescente do processo de resfriamento de suas caldeiras será devolvida ao rio, aquecidas a temperaturas muito mais elevadas do que a natural, além de contaminadas pelas substâncias químicas empregadas nesse processo, causando grande impacto na fauna e na flora aquáticas. Junto a tudo isso, o Governo também planeja a transposição das águas do Rio Paraíba para abastecimento da região metropolitana de São Paulo. A bacia do Rio Paraíba não tem capacidade de suportar tamanha exploração.
Todos os malefícios das termelétricas se agravam na Região do Vale do Paraíba, que é cercada por duas grandes cadeias de montanhas, as Serras do Mar e da Mantiqueira, fatores naturais que dificultam a dispersão dos gases na atmosfera e colaboram para que a região seja tida como uma das mais poluídas do país, segundo índices oficiais da CETESB.

Toda a comunidade científica concorda que, para frearmos o aquecimento global – que este ano nos trouxe o inverno mais curto e quente do século e que promete nos trazer um verão implacável –, não podemos mais admitir que nossos recursos naturais sejam explorados e destruídos indiscriminadamente. Toda a comunidade científica repudia o uso de tecnologias poluidoras e não sustentáveis. E todos nós sabemos que não faz sentido algum aumentar o uso de usinas termelétricas para a geração de energia em um país como o Brasil, especialmente porque assumimos compromissos internos e internacionais de proteção do meio ambiente e de redução de poluição causadora do aquecimento global, a exemplo da lei Estadual de Mudanças Climáticas, pela qual o Estado de São Paulo se compromete a reduzir a emissão de gases-estufa em 20% nesta década. Quem assume o compromisso de reduzir poluição não pode criar ou fomentar novas atividades poluidoras.
Até o momento, os Governos que incentivam as instalações dessas termelétricas têm se negado ao debate, não promovem o necessário diálogo regional sobre os graves impactos que essas fontes sujas de energia causarão no Vale do Paraíba, nem a população que será afetada, nem a comunidade científica especializada foram ouvidas, e estamos caminhando no sentido contrário ao sugerido pelo bom senso, na contramão do mundo moderno.
O Vale do Paraíba não tem espaço para essas usinas, não tem capacidade de dispersar tanta poluição, seus rios se encontram já muito poluídos e sobrecarregados, e os governos federal e estadual querem nos empurrar, goela abaixo, sem debates públicos, mais esse desastre ambiental anunciado.

Ao assinar este manifesto, declaramos nosso total repúdio à instalação de usinas termelétricas e incineradores de lixo neste país, especialmente no Estado de São Paulo e na Região do Vale do Paraíba, maiores emissores de poluição atmosférica do Brasil, reafirmamos nosso compromisso de reduzir a emissão de gases tóxicos e causadores de efeito-estufa, compromisso esse que formalmente exigimos de nossos governantes que seja cumprido, bem como exigimos a criação de projetos efetivos de incentivos à pesquisa e à produção de tecnologias voltadas à geração de energias limpas, como privilégios e isenções fiscais, destinação de verbas, fomentos, prêmios, e quaisquer outros capazes de permitir a concretização e consolidação de modelos energéticos sustentáveis.

eu reginnaldo vicente do nascimento, quimico produtos naturais,
sou contra a incineração do lixo
eu paulo alves trentin,catador, sou contra a incineração dos materiais recicláveis
Nos da associação dos agentes recicladores de Rio Brilhante, ms. catadores recicladores : Julia, Clair, Ivoneide (neide), Elisangela (bela), ricardo (ricardinho), e anderson prensador, somos contra a incineração dos materias reciclaveis
NÓS DA ONG RAFAVI/TERRA1, DA CIDADE DE ITANHAÉM, INCUBADORA DA REDE MOVIMENTO LITORÂNEO REPRESENTADOS PELAS COOPERATIVAS DE CATADORES DAS CIDADES: PERUIBE, ITANHAÉM, MONGAGUÁ, PRAIA GRANDE, SÃO VICENTE, GUARUJÁ, VICENTE DE CARVALHO E CUBATÃO, EM CONJUNTO COM NOSSOS IRMÃOS, VIMOS ATRAVÉS DESSE REGISTRAR NOSSO REPÚDIO AOS INCINERADORES!!!! E NOSSA INCLUSÃO NESSA LUTA: INCINERAÇÃO NÃO!!! COLETA SELETIVA SIM!!!!
Nós, membros da Cooperativa dos Recicladores do Brasil vimos a público para expressar nosso repúdio a mais este ato criminoso e irresponsável que é a incineração, principalmente por estarmos assim eliminando a matéria prima da sustentação financeira de nossos catadores. Somos a favor de novas políticas públicas que fomentem empreendimentos voltados à produção de materiais e produtos sustentáveis com o produto do LIXO COLETADO PELAS COOPERATIVAS e ASSOCIAÇÕES DE CATADORES.
Temos atualmente outras tecnologias mais ecologicamente desenvolvidas e não há razão para mantermos, somente por ser mais prático, se é que é, a incineração dos resíduos. Não há garantias bem como o custo é extremamente elevado para neutralizar os gases que serão dispersados durante o processo de incineração.
Portanto sou totalmente contra.
Eu, Adriana C. Marques Duarte sou contra a incineração!
Eu, Lucas Carvalho, sou a favor da incineração CONTROLADA. Saiba mais em http://www.usinaverde.com.br
Eu,Leonardo,sou contra a incineração de lixo,gosto de preservar a natureza, NÃO A INCINERAÇÃO DE LIXOS….